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Avaliação de Risco de AVC

 

Faça a Avaliação de Risco de AVC imediata online de seus pacientes entre 35 e 74 anos com a inclusão de idade, fatores de risco, medida de PA e peso e altura.

Para ter acesso ao sistema, entre em contato com a Dra Sheila Martins (contato@redebrasilavc.org.br)

Escalas de Avaliação em AVC

Escalas de Avaliação em AVC

 

Definição de critérios para Centros de AVC

Definição e Critérios para Centros de AVC
(Hospitais de Referência)

 

Centro de Atendimento de Urgência Tipo I, Tipo II e Tipo III aos Pacientes com AVC

Habilitado pelo Ministério da Saúde como Centro de Atendimento de Urgência Tipo I, Tipo II e Tipo III aos Pacientes com AVC, conforme descrito abaixo:

Tipo I:

Estabelecimentos hospitalares que desempenham o papel de referência para atendimento aos pacientes com AVC, que disponibilizam e realizam o procedimento com o uso de trombolítico, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – PCDT específicos, e que cumpram com os seguintes requisitos:

  • Realizar atendimento de urgência vinte e quatro horas por dia, todos os dias da semana, inclusive finais de semana;
  • Realizar exame de tomografia computadorizada de crânio nas vinte e quatro horas do dia;
  • Dispor de equipe treinada em urgência para atendimento aos pacientes com AVC, composta por médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem e coordenada por neurologista com, título de especialista em neurologia, reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ou Conselho Regional de Medicina (CRM) ou residência médica em Neurologia reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC);
  • Disponibilizar protocolos clínicos e assistenciais escritos;
  • Fornecer cobertura de atendimento neurológico, disponível em até trinta minutos da admissão do paciente (plantão presencial ou sobreaviso à distância ou suporte neurológico especializado por meio da telemedicina);
  • Possuir leitos monitorados para o atendimento ao AVC agudo, com médico vinte e quatro horas por dia e equipe treinada para o atendimento, podendo ser no serviço de urgência ou Unidade de Terapia Intensiva (UTI);
  • Realizar serviço de laboratório clínico em tempo integral;
  • Dispor de equipe neurocirúrgica vinte e quatro horas (presencial ou disponível em até duas horas); e
  • Realizar serviço de hemoterapia.
Tipo II

Além dos quesitos necessários para o Tipo I, deve contar com Unidade de Cuidado Agudo ao AVC (U-AVC Agudo). Necessita de área física definida, no mínimo, com 5 leitos exclusivamente destinados ao atendimento do paciente com AVC (isquêmico, hemorrágico ou acidente isquêmico transitório), durante a fase aguda (até 72 horas da internação), oferecendo, inclusive tratamento trombolítico endovenoso para o AVC isquêmico. O atendimento é feito de forma multiprofissional, com a inclusão de fisioterapia e fonoaudiologia. O tratamento de fase aguda é coordenado pelo neurologista.

O hospital deve realizar os seguintes procedimentos: eletrocardiograma (ECG), Serviço de laboratório clínico em tempo integral, Serviço de radiologia. E possuir acesso garantido por meio de termo de compromisso aos seguintes procedimentos: Serviço de hemoterapia, ultrassonografia doppler colorido de vasos (exame de doppler de artérias cervicais), ecocardiografia (ecocardiograma) transtorácico e transesofágico e angiografia, angiotomografia, ressonância magnética, angioressonância, ecodoppler transcraniano e neuroradiologia intervencionista.

Recursos Humanos

Cada U-AVC Agudo deve ter pelo menos:

  • 1 responsável técnico, com título de especialista em neurologia reconhecido pelo CFM ou CRM ou residência médica em Neurologia, reconhecida pelo MEC);
  • Médico vinte e quatro horas por dia;
  • Enfermeiro vinte e quatro horas por dia;
  • 1 técnico de enfermagem exclusivo para cada 4 (quatro) leitos, vinte e quatro horas por dia;
  • Suporte diário de fisioterapeuta;
  • Suporte diário de fonoaudiólogo;
  • Suporte de neurologista vinte e quatro horas por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados;
Recursos Materiais

A U-AVC Agudo deve possuir, no mínimo, 5 (cinco) leitos com os seguintes equipamentos e materiais:

  • amas Hospitalares com grades laterais, correspondente ao número de leitos habilitados;
  • 1 estetoscópio/leito;
  • Pelo menos 2 equipamentos para infusão contínua e controlada de fluidos (“bomba de infusão”) para cada leito, com reserva operacional de 1 equipamento para cada 3 leitos;
  • Pontos de oxigênio e ar comprimido medicinal com válvulas reguladoras de pressão e pontos de vácuo para cada leito;
  • Materiais para aspiração;
  • Kit, por unidade, para atendimento às emergências contendo medicamentos e os seguintes materiais: equipamentos para ressuscitação respiratória manual do tipo balão auto-inflável, com reservatório e máscara facial (ambu), cabos e lâminas de laringoscópio, tubos/cânulas endotraqueais, fixadores de tubo endotraqueal, cânulas de Guedel e fio guia estéril – 1;
  • Equipamento desfibrilador/cardioversor: 1 para unidade;
  • Eletrocardiógrafo portátil: 1 equipamento por unidade;
  • Equipamento para aferição de glicemia capilar, específico para uso hospitalar: 1 para unidade;
  • Maca para transporte, com grades laterais, suporte para soluções parenterais e suporte para cilindro de oxigênio: 1 para cada 5 leitos;
  • Cilindro transportável de oxigênio;
  • Máscara facial com diferentes concentrações de Oxigênio: 1 para cada 3 leitos;
  • Monitor de beira de leito para monitorização contínua de frequência cardíaca, cardioscopia, oximetria de pulso e pressão não invasiva, frequência respiratória e temperatura, um para cada leito.
Tipo III

Além dos quesitos necessários para o Tipo II, deve contar com Unidade de Cuidado Integral ao AVC (U-AVC Integral). A U-AVC Integral inclui a U-AVC Agudo, podendo compartilhar ou não o mesmo espaço físico. É necessário possuir, no mínimo, 10 leitos e objetivar o atendimento da totalidade dos casos de AVC agudo admitidos na instituição (exceto aqueles que necessitarem de terapia intensiva e aqueles para os quais for optado por suporte com cuidados paliativos). Tem, também, o papel de dar continuidade ao tratamento da fase aguda, reabilitação precoce e investigação etiológica completa. Deve contar com Ambulatório especializado para dar suporte à Rede (preferencialmente próprio ou referenciado).

O hospital deve realizar os seguintes procedimentos: eletrocardiograma (ECG), Serviço de laboratório clínico em tempo integral, Serviço de radiologia, Serviço de hemoterapia, ultrassonografia doppler colorido de vasos (exame de doppler de artérias cervicais), ecocardiografia (ecocardiograma) transtorácico e transesofágico e angiografia. E possuir acesso garantido por meio de termo de compromisso: aos seguintes procedimentos: angiotomografia, ressonância magnética, angioressonância, ecodoppler transcraniano e neuroradiologia intervencionista.

Recursos Humanos

Cada U-AVC Integral deve ter pelo menos:

  • 1 responsável técnico, com título de especialista em neurologia reconhecido pelo CFM ou CRM ou residência médica em Neurologia, reconhecida pelo MEC);
  • 1  médico, vinte e quatro horas por dia;
  • Suporte de neurologista vinte e quatro horas por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados;
  • 1 enfermeiro exclusivo na unidade;
  • 1 técnico de enfermagem para cada 4 (quatro) leitos;
  • 1 Fisioterapeuta para cada 10 leitos (6 horas/dia);
  • 1 Fonoaudiólogo para cada 10 leitos (6 horas/dia);
  • 1 Terapeuta ocupacional para cada 10 leitos (6 horas /dia);
  • 1 assistente social 06 horas/dia de segunda à sexta;
  • Suporte de psicólogo, nutricionista e farmacêutico na instituição;
Recursos Materiais

A U-AVC Integral deve possuir, no mínimo, 10 (dez) leitos com os seguintes equipamentos e materiais:

  • Camas Hospitalares com grades laterais, correspondente ao número de leitos habilitados;
  • 1 estetoscópio/leito;
  • 2 equipamentos para infusão contínua e controlada de fluidos (“bomba de infusão”) para cada leito, com reserva operacional de 1 equipamento para cada 3 leitos;
  • Cinquenta por cento dos leitos com capacidade para monitoração contínua de freqüência respiratória, oximetria de pulso, freqüência cardíaca, eletrocardiografia, temperatura, pressão arterial não-invasiva;
  • Pontos de oxigênio e ar comprimido medicinal com válvulas reguladoras de pressão e pontos de vácuo para cada leito;
  • Máscara facial que permite diferentes concentrações de Oxigênio: 01 (uma) para cada 05 (cinco) leitos;
  • Materiais para aspiração;
  • Eletrocardiógrafo portátil: 1 equipamento por unidade;
  • Kit, por unidade, para atendimento às emergências contendo medicamentos e os seguintes materiais: equipamentos para ressuscitação respiratória manual do tipo balão auto-inflável, com reservatório e máscara facial (ambu), cabos e lâminas de laringoscópio, tubos/cânulas endotraqueais, fixadores de tubo endotraqueal, cânulas de Guedel e fio guia estéril – 1;
  • Equipamento desfibrilador/cardioversor: 01 para unidade;
  • Equipamento para aferição de glicemia capilar, específico para uso hospitalar: 1 para unidade;
  • Maca para transporte, com grades laterais, suporte para soluções parenterais e suporte para cilindro de oxigênio: 1 para cada 10 leitos;
  • Cilindro transportável de oxigênio.

A U-AVC Integral deve monitorar e registrar os seguintes indicadores assistenciais e de processo:

  • Profilaxia para trombose venosa profunda iniciada até o segundo dia;
  • Alta hospitalar em uso de antiagregante plaquetário em pacientes com AVC não cardioembólico (salvo situações específicas);
  • Alta hospitalar em uso de anticoagulação oral para pacientes com Fibrilação Atrial (FA) ou Flutter (salvo contraindicações);
  • Uso de antiagregantes plaquetários, quando indicado, iniciado até o segundo dia de internação;
  • Alta hospitalar em uso de estatina para pacientes com AVC aterotrombótico (salvo contraindicações);
  • Alta hospitalar com plano de terapia profilática e de reabilitação;
  • Porcentagem de pacientes com doença cerebrovascular aguda, atendidos na Unidade de AVC;
  • Tempo de permanência hospitalar do paciente acometido por AVC visando redução do mesmo;
  • As seguintes complicações: trombose venosa profunda, úlcera de pressão, pneumonia, infecção do trato urinário;
  • CID-10 específico do tipo de AVC à alta hospitalar;
  • Mortalidade hospitalar por AVC, visando redução da mesma;
  • Tempo porta-tomografia < 25 minutos;
  • Tempo porta-agulha < 60 minutos.

Rede de Pesquisa em AVC

Rede de Pesquisa em AVC

 

A Rede Nacional de Pesquisa em AVC, do Ministério da Saúde, é coordenada pelo Dr. Octávio Marques Pontes Neto, está sendo organizada para melhorar o conhecimento sobre o Acidente Vascular no país. Alguns dos temas dos principais projetos em desenvolvimento são:

  • Epidemiologia do AVC: incidência e mortalidade – coordenado pelo Dr Norberto Cabral, Joinville, SC
  • Ensaio Clínico Randomizado de Trombectomia x melhor tratamento clínico no AVC agudo – coordenado pela Dra Sheila Martins, Porto Alegre e Dr Raul Nogueira, Atlanta
  • Pesquisa básica em AVC – coordenado pela Dra Rosália Otero
  • Registro de AVC SIECV-SITS-Brasil – coordenador pela Dra Sheila Martins, Jamary Oliveira-Filho, Gabriel de Freitas e Octávio Marques Pontes-Neto

Rede Nacional de Atendimento ao AVC

Rede Nacional de Atendimento ao AVC

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como “derrame”, é a principal causa de morte no Brasil e a principal causa de incapacidade em adultos em todo o mundo. Nas últimas décadas tem sido demonstrado que a rapidez e a organização no atendimento desta doença, além da utilização de protocolos e medicações específicas, diminuem a mortalidade e minimizam as sequelas. Apesar disto, poucos hospitais no Brasil estão preparados para este atendimento.

Com a finalidade de modificar o grande impacto econômico e social do AVC no Brasil, a Coordenação Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde iniciou em 2008 a organização da Rede Nacional de Atendimento ao AVC, coordenada pela Dra Sheila Martins, com hospitais sendo capacitados em todos o país e interligados pelo SAMU para rápido reconhecimento e direcionamento do paciente ao hospital preparado. Hospitais sem especialistas serão auxiliados por centros de excelência no atendimento do AVC, com a utilização de telemedicina para a avaliação do paciente e da tomografia de crânio. Após a organização do atendimento de urgência, serão iniciadas as campanhas de educação da população e a organização da reabilitação e prevenção. Todo o sistema de organização, capacitação, suporte técnico e monitorização da Rede Nacional está alicerçado pelos maiores especialistas em neurologia vascular do país, membros da Academia Brasileira de Neurologia/Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, que  formaram a REDE BRASIL AVC, uma organização não governamental com o objetivo de melhorar a assistência, educação e pesquisa no AVC.

Atualmente, desde a portaria publicada pelo Ministério da Saúde em 12 de abril de 2012 (665) a Rede Nacional de Atendimento ao AVC segue sendo organizada pelo Ministério da Saúde em todo o Brasil, com recurso para custeio da equipe nos Hospitais públicos habilitados como Centro de Referência tipo II e III (leia mais sobre a definição dos tipos de Hospitais do Ministério da Saúde). Para saber mais como habilitar o seu hospital, leia a portaria 665, entre em contato com Dra Sheila Martins (sheila@redebrasilavc.org.br).

Saiba Mais

Manual de rotinas para atenção ao AVC

Manual de Rotinas para Atenção ao AVC

 

As doenças cerebrovasculares estão no segundo lugar no topo de doenças que mais acometem vítimas com óbitos no mundo, perdendo a posição apenas para as doenças cardiovasculares. As pesquisas indicam que esta posição tende a se manter até o ano de 2030.

A Linha do Cuidado do AVC, instituída pela Portaria MS/GM nº 665, de 12 de abril de 2012, e parte integrante da Rede de Atenção às Urgências e Emergências, propõe uma redefinição de estratégias que deem conta das necessidades específicas do cuidado ao AVC diante do cenário epidemiológico explicitado, bem como de um contexto sociodemográfico considerável, a exemplo do aumento da expectativa de vida e consequentemente o envelhecimento da população, aumentando os fatores de risco e dimensionando mais ainda o seu desafio no SUS.

O Manual de rotinas de atenção ao AVC tem como objetivo apresentar protocolos, escalas e orientações aos profissionais de saúde no manejo clínico ao paciente acometido por AVC, permitindo, assim, o alcance da qualificação dos trabalhadores que atuam na “ponta”, desde a Atenção Básica, o ambulatório, o SAMU, a Sala de Estabilização, a UPA até as portas de entrada hospitalares, financiando melhorias na estrutura física e tecnológica destes serviços.

A obra é produto de esforços conjuntos do Ministério da Saúde, das sociedades brasileiras e de outras parceiras que militam na melhoria da atenção ao AVC no SUS: Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, Academia Brasileira de Neurologia, Rede Brasil AVC e Associação Médica Brasileira.

• Baixar o Manual de Rotinas para Atenção ao AVC

Registros SITS

O que é Registro SITS

 

O Registro de AVC SIECV-SITS-Brasil é um banco de dados para documentação e imediata avaliação estatística do manejo do AVC no país, disponível online em uma rede segura  da internet. O Registro veio para o Brasil através da Sociedade Ibero Americana de Doenças Cerebrovasculares (SIECV) que cadastrará pacientes de 20 países da América Latina como parte integrada do SITS Internacional (www.sitsinternational.org), uma colaboração acadêmica mundial para auxiliar no desenvolvimento de qualidade do manejo do AVC. O SITS internacional (Safe Implementation of Treatments in Stroke) é o maior registro mundial de trombólise (atualmente com mais de 30.000 pacientes cadastrados) e desde 2008 foi aberto para a inclusão de todos os pacientes com AVC.

O Registro é de base hospitalar e aberto aos centros que admitem pacientes com AVC e deve incluir todos os pacientes atendidos no hospital. Relatórios estatísticos serão atualizados diariamente e incluem resultados gerais do país, da região (América Latina) e de todo o mundo para estimular o centro a comparar seus resultados com toda a comunidade internacional e para estimular a melhora da qualidade dos cuidados na fase aguda. Se o seu hospital tiver interesse em participar, envie um e-mail para sits@redebrasilavc.org.br.

Saiba Mais

Unidades de AVC

Unidades de AVC

 

A Unidade de AVC Mista (U-AVC Mista), é a área hospitalar adequada à prestação de atenção especializada aos pacientes portadores de AVC, com área física definida e leitos hospitalares destinados ao atendimento do paciente com AVC já estabilizado mas ainda em fase aguda, iniciando precocemente a reabilitação (não são leitos para realização de trombólise). O atendimento é feito por equipe interdisciplinar, cujo uso coordenado de procedimentos médicos, de reabilitação, educacionais e sociais  tem o objetivo de levar  indivíduo ao melhor nível funcional possível.

A Unidade de AVC Mista, deve contar com um responsável técnico, médico com Título de Especialista fornecido pela Academia Brasileira de Neurologia e/ou Certificado de Residência Médica em Neurologia, emitido por Programa de Residência Médica reconhecido pelo MEC. O Neurologista responsável técnico pela U-AVC Mista deve fazer pelo menos 1 visita semanal presencial a todos os pacientes hospitalizados, devidamente registrada em prontuário e em relatório, e treinar toda a equipe que dará assistência a estes pacientes. Ele também será o responsável legal pela U-AVC. A unidade deverá contar com quantitativo suficiente para o atendimento de intercorrências clínicas na enfermaria  e deve ter ambulatório semanal. A Unidade deve possuir rotinas e normas, escritas, atualizadas anualmente e assinadas pelo  Responsável Técnico pela Unidade

Equipe de Saúde Básica

  1. Neurologista: médico com Título de Especialista fornecido pela Sociedade Brasileira de Neurologia e/ou Certificado de Residência Médica em Neurologia, emitido por Programa de Residência Médica reconhecido pelo MEC que poderá ser o responsável técnico.
  2. Clínico: com seu título de especialista emitido pela respectiva Sociedade Médica reconhecida pela Associação Médica Brasileira – AMB e/ou certificado de residência médica na especialidade emitido por Programa de Residência Médica reconhecido pelo MEC ;
  3. Enfermagem: a equipe deve contar com um enfermeiro coordenador, com experiência  no atendimento ao AVC, e ainda com enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem em quantitativo suficiente para o atendimento de enfermaria, todos capacitados para o atendimento ao AVC.
  4. Fisioterapeuta
  5. Terapeuta Ocupacional
  6. Fonoaudiólogo capacitado para reabilitação da deglutição e linguagem
  7. Nutricionista
  8. Assistente Social
  9. Psicólogo

Equipe de Saúde Complementar (Apoio multidisciplinar)

A unidade deverá contar, em caráter permanente ou alcançável com:

  1. Neurocirurgião
  2. Cardiologista
  3. Cirurgião Vascular
  4. Neurorradiologista intervencionista residência médica reconhecida pelo MEC em radiologia ou neurologia ou neurocirurgia ou título de especialista em radiologia ou neurologia ou neurocirurgia emitido pelas respectivas sociedades e com título pelo Colegio Brasileiro de Radiologia

Instalações Físicas  Específicas

A Unidade deverá dispor de quartos adaptados para o paciente com deficiência (adaptações nos banheiros, piso antiderrapante, elevação do vaso sanitário, barras de segurança), camas com grades, poltrona para retirada precoce do paciente do leito. Pelo menos 40% dos leitos devem ser monitorados. Consultório médico com equipe suficiente para atendimento  ambulatorial.

Instalações Complementares:

  1. Serviço de fisioterapia ambulatorial local ou referenciado;
  2. Reabilitação Fonoaudiológica ambulatorial local ou referenciado

Unidades Vasculares

Unidades Vasculares

 

A Unidade Vascular (UV) é uma unidade com área física definida e equipe médica própria dentro do Serviço de Emergência com leitos específicos destinados ao atendimento de pacientes com doenças vasculares agudas: o Acidente Vascular Cerebral, (AVC), as doenças coronarianas agudas, a embolia pulmonar e as síndromes aórticas agudas. Ela combina em um só espaço físico os benefícios das Unidades de dor torácica com os benefícios das Unidades de AVC Agudo. O objetivo primordial da Unidade Vascular é tornar mais rápido, mais fácil e mais seguro o tratamento da fase aguda das doenças vasculares tempo dependentes nas emergências constantemente superlotadas.

A UV deve ter alta rotatividade e funcionar com rotinas de atendimento semelhantes à de uma unidade de terapia intensiva.  Não pelos equipamentos sofisticados que deve possuir mas pela adoção de rotinas assistenciais empregadas ao paciente crítico. Camas com grade, 1 monitor multiparâmetro por paciente, oxigenioterapia e 2 bombas de infusão por leito são o máximo da sofisticação. O importante é o conjunto de ações que regem o atendimento, principalmente a integração dos diversos profissionais e serviços. O que faz a diferença é a equipe treinada. A rápida coleta de exames, agilidade das equipes de hemodinâmica e radiologia e o rápido atendimento às diversas intercorrências clínicas são indispensáveis. Reconhecer e tratar o paciente com instabilidade hemodinâmica, severamente hipertenso, com dificuldade respiratória ou com alteração do sensório são as habilidades que o grupo que atende em UV deve possuir. A implementação de  rotinas assistenciais tem impacto positivo na qualidade de atendimento do paciente .

A UV, diferente do resto da emergência, deve ter limite de leitos. Idealmente com 3 a 5 leitos, a UV deve ser interligada por telefone com a área de triagem, coleta, laboratório, radiologia e hemodinâmica. As equipes de especialistas (cardiologia, neurologia, neurocirurgia, hemodinâmica, cirurgia vascular, pneumologia) devem dar suporte técnico durante as 24h do dia em regime de plantão ou sobreaviso para orientação do tratamento específico. Médicos emergencistas, intensivistas ou clínicos com experiência em emergência devem ser treinados para manejar o paciente com AVC agudo e suas intercorrências e devem estar na unidade 24 horas por dia. Além disso, enfermeiro e técnico de enfermagem também devem ser treinados para as rotinas assistenciais. Todas estas ações se justificam para a redução dos tempos porta-intervenção. A permanência dos pacientes com AVC na fase aguda é de 24 a 48 horas nesta unidade. Os indicadores de qualidade assistencial devem ser medidos em relação ao tempo porta-intervenção (quando for o caso), necessidade de internação hospitalar, necessidade de CTI, mortalidade, taxa de sangramento cerebral sintomático e proporção de pacientes com mínima ou nenhuma incapacidade em 3 meses.

Guidelines

Guidelines

 

Links Importantes

Links Importantes

 

Hospitais da Rede Brasil AVC

Hospitais da Rede Brasil AVC

(Centros de AVC no Brasil)

 

Centros de AVC do país, em diferentes fases de desenvolvimento.
Alguns já organizados há vários anos, outros com os protocolos em funcionamento há poucos meses.

ALAGOAS
Maceió
Hospital Geral Do Estado

AMAZONAS
Manaus
Hospital Santa Júlia

BAHIA
Salvador
Hospital São Rafael
Hospital Santa Izabel
Hospital Roberto Santos (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital da Bahia
Hospital Cardiopulmonar
Hospital Teresa de Lisieux

Vitória da Conquista
Hospital IBR – Instituto Brandão de Reabilitação (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital de Caridade Três Passos

CEARÁ
Fortaleza
Hospital Geral de Fortaleza (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital São Carlos
Hospital São Camilo Cura D´ars

Juazeiro do Norte
Hospital Regional do Cariri

DISTRITO FEDERAL
Brasília
Hospital Brasília
Hospital Santa Lúcia
Hospital Santa Luzia
Hospital de Base de Brasília (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Santa Lúcia Sul

ESPÍRITO SANTO
Vitória
Hospital Meridional
Hospital Estadual Central

Cariacica
Hospital Meridional

GOIÁS
Goiânia
Instituto de Neurologia de Goiânia
Hospital Lúcio Rebelo
Hospital Encore
Hospital de Urgências Gov. Otavio Lage de Siqueira – HUGOL
Hospital Santa Helena

Aparecida de Goiânia
Hospital Neurológico Santa Mônica

Anápolis
Ânima Centro Hospitalar

MARANHÃO
São Luís
Hospital São Domingos
Udi Hospital

MATO GROSSO
Cuiabá
Hospital Municipal São Benedito

MATO GROSSO DO SUL
Campo Grande
Hospital do Coração – Clinica Campo Grande
Hospital Regional de Mato Grosso do Sul
Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian – UFMS

MINAS GERAIS
Belo Horizonte
Hospital Universitário Risoleta Neves/UFMG (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Biocor
Hospital Vera Cruz
Hospital Odilon Behrens (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Mater Dei Contorno
Hospital Madre Teresa
Hospital São Lucas de Belo Horizonte
Hospital Lifecenter
Hospital Metropolitano Doutor Celio de Castro HMDCC

Montes Claros
Irmandade Nossa Senhora das Mercês Santa Casa de Montes Claros

Uberaba
Hospital de Clinicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Uberlândia
Hospital de Clinicas de Uberlândia

Contagem
Hospital Santa Rita MG

Pouso Alegre
Hospital Renascentista

Poços de Caldas
Hospital, Maternidade e Pronto Socorro Santa Lucia LTDA
Hospital Santa Lúcia

Juiz de Fora
Hospital das Clínicas de Juiz de Fora (Hospital Monte Sinai)

Governador Valadares
Hospital Municipal de Governador Valadares

PARÁ
Belém
Hospital de Aeronautica de Belém
Hospital Pronto Socorro Municipal Mario Pinotti

Paragominas
Hospital Regional Público do Leste do Pará

PARANÁ
Curitiba 
Hospital das Clínicas de Curitiba (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Vita Batel
Hospital Santa Cruz
Instituto de Neurologia de Curitiba
Hospital Marcelino Champagnat
Hospital Vita Curitiba
Hospital Universitário Evangélico Mackenzie

Campo Largo
Hospital Nossa Senhora do Rocio

Londrina
Hospital Universitário
Irmandade Santa Casa de Londrina
Hospital Evangélico de Londrina
Hospital do Coração de Londrina

Maringá
Hospital Paraná

São José dos Pinhais
Hospital e Maternidade São José dos Pinhais

PERNAMBUCO
Recife
Hospital Pelópidas Silveira
Hospital da Restauração (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Memorial São José

PIAUÍ
Teresina
Hospital São Marcos

RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro
Hospital Souza Aguiar
Hospital Quinta D”Or
Hospital Copa D”Or
Hospital Barra D”Or
Hospital Miguel Couto
Hospital Pró Cardíaco
Casa de Saúde São José
Clube Vida de Saúde – Nova Iguaçu
Cube Vida de Saúde – Unidade Tijuca
Hospital Casa de Portugal
Hospital Casa Evangélico
Hospital Casa Egas Moniz
Hospital Casa Prontocor
Hospital Pasteur
Americas Medical City (AMC)
Hospital Unimed Rio
Hospital Oeste D’Or
Hospital Copa Star

Itaperuna
Hospital São José do Avaí

Volta Redonda
Hospital VITA Volta Redonda
Hospital Unimed Volta Redonda

Duque de Caxias
Hospital Caxias D’or
Hospital de Clínicas Mário Lioni

RIO GRANDE DO NORTE
Natal
Hospital Pronto Socorro Walfredo Gurgel

RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Moinhos de Vento
Hospital Mãe de Deus
Hospital São Lucas da PUCRS (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Santa Casa Porto Alegre (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Nossa Senhora da Conceição (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Cristo Redentor (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Divina Providência
Hospital Restinga e Extremo Sul

Canoas
Hospital de Pronto Socorro de Canoas (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Nossa Senhora das Graças Canoas (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Gravataí
Hospital Dom João Becker (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Novo Hamburgo
Hospital Geral de Novo Hamburgo (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Sapucaia do Sul
Fundação Hospitalar Municipal Getúlio Vargas (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

São Leopoldo
Hospital Centenário (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Torres
Hospital Nossa Senhora dos Navegantes (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo II)

Capão da Canoa
Hospital Santa Luzia (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Tramandaí
Hospital Tramandaí (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Viamão
Instituto de Cardiologia (Hospital de Viamão) (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Gramado
Hospital Arcanjo São Miguel

Lajeado
Hospital Bruno Born

Caxias do Sul
Hospital Pompeia
Hospital Unimed Caxias do Sul

Santo Ângelo
Hospital Santo Ângelo

Passo Fundo
Hospital São Vicente de Paulo
Hospital da Cidade de Passo Fundo (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Três Passos
Hospital de Caridade Três Passos (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Montenegro
Hospital Montenegro

Pelotas
Hospital Santa Casa de Pelotas

RONDÔNIA
Porto Velho
Hospital Estadual e Pronto Socorro Joao Paulo II

SANTA CATARINA
Joinville
Hospital São José/Univille (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital da UNIMED Joinville
Hospital Dona Helena
Florianópolis (Capital)
Hospital Governador Celso Ramos

Jaraguá do Sul
Maternidade São José (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Blumenau
Hospital Santa Isabel

Lages
Hospital Nossa Senhora dos Prazeres

SÃO PAULO
São Paulo
Hospital das Clínicas de São Paulo (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Santa Casa de São Paulo
Hospital São Paulo
Hospital Municipal Prof. Dr Alipio Correa Netto (Ermelino Mattarazzo)
Hospital M”Boi Mirim
Hospital dos Servidores Estaduais (IAMSPE)
Hospital Israelita Albert Einstein
Hospital Santa Marcelina Itaquera (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Municipal Dr Arthur Ribeiro de Saboya
Hospital do Campo Limpo
Hospital Ipiranga
Hospital SEPACO
Hospital Santa Paula
Hospital Paulistano
Casa de Saúde Santa Marcelina
Hospital Salvalus
Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Hospital das Clinicas – FMUSP
Hospital Cruz Azul de São Paulo
Hospital Santa Isabel
Hospital Alvorada – Moema
Hospital TotalCor
Hospital Vitoria – Analia Franco
Hospital Metropolitano Lapa
Hospital das clinicas de Caieiras
São Camilo Pompeia
Hospital Santa Catarina

Ribeirão Preto
Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto
Hospital São Lucas
Hospital Unimed de Ribeirão Preto

Campinas
Hospital das Clínicas de Campinas
Hospital e Maternidade Dr. Celso Pierro – PUC
Hospital Ouro verde (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Galileo
Vera Cruz
Centro Médico
Madre Theodora

Santa Bárbara
Santa Casa de Misericórdia de Santa Bárbara (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Botucatu
Hospital das Clínicas – UNESP Botucatu

Limeira
Unimed Limeira

Matão
Santa Casa de Matão

Araras
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Araras

Fernandópolis
Santa Casa Misericórdia Fernandópolis

São José do Rio Preto
Hospital de Base
Valinhos
Hospital e Maternidade Galileo

São Carlos
Santa casa de São Carlos

Piracicaba
Santa Casa de Piracicaba

Santos
Santa Casa de Santos
Casa de Saúde de Santos
Beneficência Portuguesa de Santos

Guarulhos
Hospital Municipal Pimentas Bomsucesso
Hospital Carlos Chagas

Bauru
Hospital de Base de Bauru
Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru

Mogi das Cruzes
Hospital Ipiranga Mogi
São Bernardo do Campo
Hospital e Pronto Socorro Central de SBC

Marília
Hospital das Clínicas de Marília
Santa Casa de Misericórdia de Marília

Ituverava
Hospital Santa Casa de Ituverava
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Santa Casa de Misericórdia de Barretos

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Santa Casa de Misericórdia de Franca

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Santa Casa de Misericórdia de Jaú

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Definição de critérios para Centros de AVC

Hospitais de Referência
 
Centro de Atendimento de Urgência Tipo I, Tipo II e Tipo III aos Pacientes com AVC

Habilitado pelo Ministério da Saúde como Centro de Atendimento de Urgência Tipo I, Tipo II e Tipo III aos Pacientes com AVC, conforme descrito abaixo:

Tipo I:

Estabelecimentos hospitalares que desempenham o papel de referência para atendimento aos pacientes com AVC, que disponibilizam e realizam o procedimento com o uso de trombolítico, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – PCDT específicos, e que cumpram com os seguintes requisitos:

  • Realizar atendimento de urgência vinte e quatro horas por dia, todos os dias da semana, inclusive finais de semana;
  • Realizar exame de tomografia computadorizada de crânio nas vinte e quatro horas do dia;
  • Dispor de equipe treinada em urgência para atendimento aos pacientes com AVC, composta por médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem e coordenada por neurologista com, título de especialista em neurologia, reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ou Conselho Regional de Medicina (CRM) ou residência médica em Neurologia reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC);
  • Disponibilizar protocolos clínicos e assistenciais escritos;
  • Fornecer cobertura de atendimento neurológico, disponível em até trinta minutos da admissão do paciente (plantão presencial ou sobreaviso à distância ou suporte neurológico especializado por meio da telemedicina);
  • Possuir leitos monitorados para o atendimento ao AVC agudo, com médico vinte e quatro horas por dia e equipe treinada para o atendimento, podendo ser no serviço de urgência ou Unidade de Terapia Intensiva (UTI);
  • Realizar serviço de laboratório clínico em tempo integral;
  • Dispor de equipe neurocirúrgica vinte e quatro horas (presencial ou disponível em até duas horas); e
  • Realizar serviço de hemoterapia.
Tipo II

Além dos quesitos necessários para o Tipo I, deve contar com Unidade de Cuidado Agudo ao AVC (U-AVC Agudo). Necessita de área física definida, no mínimo, com 5 leitos exclusivamente destinados ao atendimento do paciente com AVC (isquêmico, hemorrágico ou acidente isquêmico transitório), durante a fase aguda (até 72 horas da internação), oferecendo, inclusive tratamento trombolítico endovenoso para o AVC isquêmico. O atendimento é feito de forma multiprofissional, com a inclusão de fisioterapia e fonoaudiologia. O tratamento de fase aguda é coordenado pelo neurologista.

O hospital deve realizar os seguintes procedimentos: eletrocardiograma (ECG), Serviço de laboratório clínico em tempo integral, Serviço de radiologia. E possuir acesso garantido por meio de termo de compromisso aos seguintes procedimentos: Serviço de hemoterapia, ultrassonografia doppler colorido de vasos (exame de doppler de artérias cervicais), ecocardiografia (ecocardiograma) transtorácico e transesofágico e angiografia, angiotomografia, ressonância magnética, angioressonância, ecodoppler transcraniano e neuroradiologia intervencionista.

Recursos Humanos

Cada U-AVC Agudo deve ter pelo menos:

  • 1 responsável técnico, com título de especialista em neurologia reconhecido pelo CFM ou CRM ou residência médica em Neurologia, reconhecida pelo MEC);
  • Médico vinte e quatro horas por dia;
  • Enfermeiro vinte e quatro horas por dia;
  • 1 técnico de enfermagem exclusivo para cada 4 (quatro) leitos, vinte e quatro horas por dia;
  • Suporte diário de fisioterapeuta;
  • Suporte diário de fonoaudiólogo;
  • Suporte de neurologista vinte e quatro horas por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados;
Recursos Materiais

A U-AVC Agudo deve possuir, no mínimo, 5 (cinco) leitos com os seguintes equipamentos e materiais:

  • amas Hospitalares com grades laterais, correspondente ao número de leitos habilitados;
  • 1 estetoscópio/leito;
  • Pelo menos 2 equipamentos para infusão contínua e controlada de fluidos (“bomba de infusão”) para cada leito, com reserva operacional de 1 equipamento para cada 3 leitos;
  • Pontos de oxigênio e ar comprimido medicinal com válvulas reguladoras de pressão e pontos de vácuo para cada leito;
  • Materiais para aspiração;
  • Kit, por unidade, para atendimento às emergências contendo medicamentos e os seguintes materiais: equipamentos para ressuscitação respiratória manual do tipo balão auto-inflável, com reservatório e máscara facial (ambu), cabos e lâminas de laringoscópio, tubos/cânulas endotraqueais, fixadores de tubo endotraqueal, cânulas de Guedel e fio guia estéril – 1;
  • Equipamento desfibrilador/cardioversor: 1 para unidade;
  • Eletrocardiógrafo portátil: 1 equipamento por unidade;
  • Equipamento para aferição de glicemia capilar, específico para uso hospitalar: 1 para unidade;
  • Maca para transporte, com grades laterais, suporte para soluções parenterais e suporte para cilindro de oxigênio: 1 para cada 5 leitos;
  • Cilindro transportável de oxigênio;
  • Máscara facial com diferentes concentrações de Oxigênio: 1 para cada 3 leitos;
  • Monitor de beira de leito para monitorização contínua de frequência cardíaca, cardioscopia, oximetria de pulso e pressão não invasiva, frequência respiratória e temperatura, um para cada leito.
Tipo III

Além dos quesitos necessários para o Tipo II, deve contar com Unidade de Cuidado Integral ao AVC (U-AVC Integral). A U-AVC Integral inclui a U-AVC Agudo, podendo compartilhar ou não o mesmo espaço físico. É necessário possuir, no mínimo, 10 leitos e objetivar o atendimento da totalidade dos casos de AVC agudo admitidos na instituição (exceto aqueles que necessitarem de terapia intensiva e aqueles para os quais for optado por suporte com cuidados paliativos). Tem, também, o papel de dar continuidade ao tratamento da fase aguda, reabilitação precoce e investigação etiológica completa. Deve contar com Ambulatório especializado para dar suporte à Rede (preferencialmente próprio ou referenciado).

O hospital deve realizar os seguintes procedimentos: eletrocardiograma (ECG), Serviço de laboratório clínico em tempo integral, Serviço de radiologia, Serviço de hemoterapia, ultrassonografia doppler colorido de vasos (exame de doppler de artérias cervicais), ecocardiografia (ecocardiograma) transtorácico e transesofágico e angiografia. E possuir acesso garantido por meio de termo de compromisso: aos seguintes procedimentos: angiotomografia, ressonância magnética, angioressonância, ecodoppler transcraniano e neuroradiologia intervencionista.

Recursos Humanos

Cada U-AVC Integral deve ter pelo menos:

  • 1 responsável técnico, com título de especialista em neurologia reconhecido pelo CFM ou CRM ou residência médica em Neurologia, reconhecida pelo MEC);
  • 1  médico, vinte e quatro horas por dia;
  • Suporte de neurologista vinte e quatro horas por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados;
  • 1 enfermeiro exclusivo na unidade;
  • 1 técnico de enfermagem para cada 4 (quatro) leitos;
  • 1 Fisioterapeuta para cada 10 leitos (6 horas/dia);
  • 1 Fonoaudiólogo para cada 10 leitos (6 horas/dia);
  • 1 Terapeuta ocupacional para cada 10 leitos (6 horas /dia);
  • 1 assistente social 06 horas/dia de segunda à sexta;
  • Suporte de psicólogo, nutricionista e farmacêutico na instituição;
Recursos Materiais

A U-AVC Integral deve possuir, no mínimo, 10 (dez) leitos com os seguintes equipamentos e materiais:

  • Camas Hospitalares com grades laterais, correspondente ao número de leitos habilitados;
  • 1 estetoscópio/leito;
  • 2 equipamentos para infusão contínua e controlada de fluidos (“bomba de infusão”) para cada leito, com reserva operacional de 1 equipamento para cada 3 leitos;
  • Cinquenta por cento dos leitos com capacidade para monitoração contínua de freqüência respiratória, oximetria de pulso, freqüência cardíaca, eletrocardiografia, temperatura, pressão arterial não-invasiva;
  • Pontos de oxigênio e ar comprimido medicinal com válvulas reguladoras de pressão e pontos de vácuo para cada leito;
  • Máscara facial que permite diferentes concentrações de Oxigênio: 01 (uma) para cada 05 (cinco) leitos;
  • Materiais para aspiração;
  • Eletrocardiógrafo portátil: 1 equipamento por unidade;
  • Kit, por unidade, para atendimento às emergências contendo medicamentos e os seguintes materiais: equipamentos para ressuscitação respiratória manual do tipo balão auto-inflável, com reservatório e máscara facial (ambu), cabos e lâminas de laringoscópio, tubos/cânulas endotraqueais, fixadores de tubo endotraqueal, cânulas de Guedel e fio guia estéril – 1;
  • Equipamento desfibrilador/cardioversor: 01 para unidade;
  • Equipamento para aferição de glicemia capilar, específico para uso hospitalar: 1 para unidade;
  • Maca para transporte, com grades laterais, suporte para soluções parenterais e suporte para cilindro de oxigênio: 1 para cada 10 leitos;
  • Cilindro transportável de oxigênio.

A U-AVC Integral deve monitorar e registrar os seguintes indicadores assistenciais e de processo:

  • Profilaxia para trombose venosa profunda iniciada até o segundo dia;
  • Alta hospitalar em uso de antiagregante plaquetário em pacientes com AVC não cardioembólico (salvo situações específicas);
  • Alta hospitalar em uso de anticoagulação oral para pacientes com Fibrilação Atrial (FA) ou Flutter (salvo contraindicações);
  • Uso de antiagregantes plaquetários, quando indicado, iniciado até o segundo dia de internação;
  • Alta hospitalar em uso de estatina para pacientes com AVC aterotrombótico (salvo contraindicações);
  • Alta hospitalar com plano de terapia profilática e de reabilitação;
  • Porcentagem de pacientes com doença cerebrovascular aguda, atendidos na Unidade de AVC;
  • Tempo de permanência hospitalar do paciente acometido por AVC visando redução do mesmo;
  • As seguintes complicações: trombose venosa profunda, úlcera de pressão, pneumonia, infecção do trato urinário;
  • CID-10 específico do tipo de AVC à alta hospitalar;
  • Mortalidade hospitalar por AVC, visando redução da mesma;
  • Tempo porta-tomografia < 25 minutos;
  • Tempo porta-agulha < 60 minutos.

Rede de Pesquisa em AVC

A Rede Nacional de Pesquisa em AVC, do Ministério da Saúde, é coordenada pelo Dr. Octávio Marques Pontes Neto, está sendo organizada para melhorar o conhecimento sobre o Acidente Vascular no país. Alguns dos temas dos principais projetos em desenvolvimento são:

  • Epidemiologia do AVC: incidência e mortalidade – coordenado pelo Dr Norberto Cabral, Joinville, SC
  • Ensaio Clínico Randomizado de Trombectomia x melhor tratamento clínico no AVC agudo – coordenado pela Dra Sheila Martins, Porto Alegre e Dr Raul Nogueira, Atlanta
  • Pesquisa básica em AVC – coordenado pela Dra Rosália Otero
  • Registro de AVC SIECV-SITS-Brasil – coordenador pela Dra Sheila Martins, Jamary Oliveira-Filho, Gabriel de Freitas e Octávio Marques Pontes-Neto

Rede Nacional de Atendimento ao AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como “derrame”, é a principal causa de morte no Brasil e a principal causa de incapacidade em adultos em todo o mundo. Nas últimas décadas tem sido demonstrado que a rapidez e a organização no atendimento desta doença, além da utilização de protocolos e medicações específicas, diminuem a mortalidade e minimizam as sequelas. Apesar disto, poucos hospitais no Brasil estão preparados para este atendimento.

Com a finalidade de modificar o grande impacto econômico e social do AVC no Brasil, a Coordenação Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde iniciou em 2008 a organização da Rede Nacional de Atendimento ao AVC, coordenada pela Dra Sheila Martins, com hospitais sendo capacitados em todos o país e interligados pelo SAMU para rápido reconhecimento e direcionamento do paciente ao hospital preparado. Hospitais sem especialistas serão auxiliados por centros de excelência no atendimento do AVC, com a utilização de telemedicina para a avaliação do paciente e da tomografia de crânio. Após a organização do atendimento de urgência, serão iniciadas as campanhas de educação da população e a organização da reabilitação e prevenção. Todo o sistema de organização, capacitação, suporte técnico e monitorização da Rede Nacional está alicerçado pelos maiores especialistas em neurologia vascular do país, membros da Academia Brasileira de Neurologia/Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, que  formaram a REDE BRASIL AVC, uma organização não governamental com o objetivo de melhorar a assistência, educação e pesquisa no AVC.

Atualmente, desde a portaria publicada pelo Ministério da Saúde em 12 de abril de 2012 (665) a Rede Nacional de Atendimento ao AVC segue sendo organizada pelo Ministério da Saúde em todo o Brasil, com recurso para custeio da equipe nos Hospitais públicos habilitados como Centro de Referência tipo II e III (leia mais sobre a definição dos tipos de Hospitais do Ministério da Saúde). Para saber mais como habilitar o seu hospital, leia a portaria 665, entre em contato com Dra Sheila Martins (sheila@redebrasilavc.org.br).

Saiba Mais

Manual de rotinas para atenção ao AVC

 

As doenças cerebrovasculares estão no segundo lugar no topo de doenças que mais acometem vítimas com óbitos no mundo, perdendo a posição apenas para as doenças cardiovasculares. As pesquisas indicam que esta posição tende a se manter até o ano de 2030.

A Linha do Cuidado do AVC, instituída pela Portaria MS/GM nº 665, de 12 de abril de 2012, e parte integrante da Rede de Atenção às Urgências e Emergências, propõe uma redefinição de estratégias que deem conta das necessidades específicas do cuidado ao AVC diante do cenário epidemiológico explicitado, bem como de um contexto sociodemográfico considerável, a exemplo do aumento da expectativa de vida e consequentemente o envelhecimento da população, aumentando os fatores de risco e dimensionando mais ainda o seu desafio no SUS.

O Manual de rotinas de atenção ao AVC tem como objetivo apresentar protocolos, escalas e orientações aos profissionais de saúde no manejo clínico ao paciente acometido por AVC, permitindo, assim, o alcance da qualificação dos trabalhadores que atuam na “ponta”, desde a Atenção Básica, o ambulatório, o SAMU, a Sala de Estabilização, a UPA até as portas de entrada hospitalares, financiando melhorias na estrutura física e tecnológica destes serviços.

A obra é produto de esforços conjuntos do Ministério da Saúde, das sociedades brasileiras e de outras parceiras que militam na melhoria da atenção ao AVC no SUS: Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, Academia Brasileira de Neurologia, Rede Brasil AVC e Associação Médica Brasileira.

• Baixar o Manual de Rotinas para Atenção ao AVC

Registros SITS

O Registro de AVC SIECV-SITS-Brasil é um banco de dados para documentação e imediata avaliação estatística do manejo do AVC no país, disponível online em uma rede segura  da internet. O Registro veio para o Brasil através da Sociedade Ibero Americana de Doenças Cerebrovasculares (SIECV) que cadastrará pacientes de 20 países da América Latina como parte integrada do SITS Internacional (www.sitsinternational.org), uma colaboração acadêmica mundial para auxiliar no desenvolvimento de qualidade do manejo do AVC. O SITS internacional (Safe Implementation of Treatments in Stroke) é o maior registro mundial de trombólise (atualmente com mais de 30.000 pacientes cadastrados) e desde 2008 foi aberto para a inclusão de todos os pacientes com AVC.

O Registro é de base hospitalar e aberto aos centros que admitem pacientes com AVC e deve incluir todos os pacientes atendidos no hospital. Relatórios estatísticos serão atualizados diariamente e incluem resultados gerais do país, da região (América Latina) e de todo o mundo para estimular o centro a comparar seus resultados com toda a comunidade internacional e para estimular a melhora da qualidade dos cuidados na fase aguda. Se o seu hospital tiver interesse em participar, envie um e-mail para sits@redebrasilavc.org.br.

Saiba Mais

Unidades de AVC

A Unidade de AVC Mista (U-AVC Mista), é a área hospitalar adequada à prestação de atenção especializada aos pacientes portadores de AVC, com área física definida e leitos hospitalares destinados ao atendimento do paciente com AVC já estabilizado mas ainda em fase aguda, iniciando precocemente a reabilitação (não são leitos para realização de trombólise). O atendimento é feito por equipe interdisciplinar, cujo uso coordenado de procedimentos médicos, de reabilitação, educacionais e sociais  tem o objetivo de levar  indivíduo ao melhor nível funcional possível.

A Unidade de AVC Mista, deve contar com um responsável técnico, médico com Título de Especialista fornecido pela Academia Brasileira de Neurologia e/ou Certificado de Residência Médica em Neurologia, emitido por Programa de Residência Médica reconhecido pelo MEC. O Neurologista responsável técnico pela U-AVC Mista deve fazer pelo menos 1 visita semanal presencial a todos os pacientes hospitalizados, devidamente registrada em prontuário e em relatório, e treinar toda a equipe que dará assistência a estes pacientes. Ele também será o responsável legal pela U-AVC. A unidade deverá contar com quantitativo suficiente para o atendimento de intercorrências clínicas na enfermaria  e deve ter ambulatório semanal. A Unidade deve possuir rotinas e normas, escritas, atualizadas anualmente e assinadas pelo  Responsável Técnico pela Unidade

Equipe de Saúde Básica

  1. Neurologista: médico com Título de Especialista fornecido pela Sociedade Brasileira de Neurologia e/ou Certificado de Residência Médica em Neurologia, emitido por Programa de Residência Médica reconhecido pelo MEC que poderá ser o responsável técnico.
  2. Clínico: com seu título de especialista emitido pela respectiva Sociedade Médica reconhecida pela Associação Médica Brasileira – AMB e/ou certificado de residência médica na especialidade emitido por Programa de Residência Médica reconhecido pelo MEC ;
  3. Enfermagem: a equipe deve contar com um enfermeiro coordenador, com experiência  no atendimento ao AVC, e ainda com enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem em quantitativo suficiente para o atendimento de enfermaria, todos capacitados para o atendimento ao AVC.
  4. Fisioterapeuta
  5. Terapeuta Ocupacional
  6. Fonoaudiólogo capacitado para reabilitação da deglutição e linguagem
  7. Nutricionista
  8. Assistente Social
  9. Psicólogo

Equipe de Saúde Complementar (Apoio multidisciplinar)

A unidade deverá contar, em caráter permanente ou alcançável com:

  1. Neurocirurgião
  2. Cardiologista
  3. Cirurgião Vascular
  4. Neurorradiologista intervencionista residência médica reconhecida pelo MEC em radiologia ou neurologia ou neurocirurgia ou título de especialista em radiologia ou neurologia ou neurocirurgia emitido pelas respectivas sociedades e com título pelo Colegio Brasileiro de Radiologia

Instalações Físicas  Específicas

A Unidade deverá dispor de quartos adaptados para o paciente com deficiência (adaptações nos banheiros, piso antiderrapante, elevação do vaso sanitário, barras de segurança), camas com grades, poltrona para retirada precoce do paciente do leito. Pelo menos 40% dos leitos devem ser monitorados. Consultório médico com equipe suficiente para atendimento  ambulatorial.

Instalações Complementares:

  1. Serviço de fisioterapia ambulatorial local ou referenciado;
  2. Reabilitação Fonoaudiológica ambulatorial local ou referenciado

Unidades Vasculares

A Unidade Vascular (UV) é uma unidade com área física definida e equipe médica própria dentro do Serviço de Emergência com leitos específicos destinados ao atendimento de pacientes com doenças vasculares agudas: o Acidente Vascular Cerebral, (AVC), as doenças coronarianas agudas, a embolia pulmonar e as síndromes aórticas agudas. Ela combina em um só espaço físico os benefícios das Unidades de dor torácica com os benefícios das Unidades de AVC Agudo. O objetivo primordial da Unidade Vascular é tornar mais rápido, mais fácil e mais seguro o tratamento da fase aguda das doenças vasculares tempo dependentes nas emergências constantemente superlotadas.

A UV deve ter alta rotatividade e funcionar com rotinas de atendimento semelhantes à de uma unidade de terapia intensiva.  Não pelos equipamentos sofisticados que deve possuir mas pela adoção de rotinas assistenciais empregadas ao paciente crítico. Camas com grade, 1 monitor multiparâmetro por paciente, oxigenioterapia e 2 bombas de infusão por leito são o máximo da sofisticação. O importante é o conjunto de ações que regem o atendimento, principalmente a integração dos diversos profissionais e serviços. O que faz a diferença é a equipe treinada. A rápida coleta de exames, agilidade das equipes de hemodinâmica e radiologia e o rápido atendimento às diversas intercorrências clínicas são indispensáveis. Reconhecer e tratar o paciente com instabilidade hemodinâmica, severamente hipertenso, com dificuldade respiratória ou com alteração do sensório são as habilidades que o grupo que atende em UV deve possuir. A implementação de  rotinas assistenciais tem impacto positivo na qualidade de atendimento do paciente .

A UV, diferente do resto da emergência, deve ter limite de leitos. Idealmente com 3 a 5 leitos, a UV deve ser interligada por telefone com a área de triagem, coleta, laboratório, radiologia e hemodinâmica. As equipes de especialistas (cardiologia, neurologia, neurocirurgia, hemodinâmica, cirurgia vascular, pneumologia) devem dar suporte técnico durante as 24h do dia em regime de plantão ou sobreaviso para orientação do tratamento específico. Médicos emergencistas, intensivistas ou clínicos com experiência em emergência devem ser treinados para manejar o paciente com AVC agudo e suas intercorrências e devem estar na unidade 24 horas por dia. Além disso, enfermeiro e técnico de enfermagem também devem ser treinados para as rotinas assistenciais. Todas estas ações se justificam para a redução dos tempos porta-intervenção. A permanência dos pacientes com AVC na fase aguda é de 24 a 48 horas nesta unidade. Os indicadores de qualidade assistencial devem ser medidos em relação ao tempo porta-intervenção (quando for o caso), necessidade de internação hospitalar, necessidade de CTI, mortalidade, taxa de sangramento cerebral sintomático e proporção de pacientes com mínima ou nenhuma incapacidade em 3 meses.

Guidelines

Links Importantes

Hospitais da Rede Brasil AVC

Centros de AVC no Brasil

 

Centros de AVC do país, em diferentes fases de desenvolvimento.
Alguns já organizados há vários anos, outros com os protocolos em funcionamento há poucos meses.

ALAGOAS
Maceió
Hospital Geral Do Estado

AMAZONAS
Manaus
Hospital Santa Júlia

BAHIA
Salvador
Hospital São Rafael
Hospital Santa Izabel
Hospital Roberto Santos (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital da Bahia
Hospital Cardiopulmonar
Hospital Teresa de Lisieux

Vitória da Conquista
Hospital IBR – Instituto Brandão de Reabilitação (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital de Caridade Três Passos

CEARÁ
Fortaleza
Hospital Geral de Fortaleza (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital São Carlos
Hospital São Camilo Cura D´ars

Juazeiro do Norte
Hospital Regional do Cariri

DISTRITO FEDERAL
Brasília
Hospital Brasília
Hospital Santa Lúcia
Hospital Santa Luzia
Hospital de Base de Brasília (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Santa Lúcia Sul

ESPÍRITO SANTO
Vitória
Hospital Meridional
Hospital Estadual Central

Cariacica
Hospital Meridional

GOIÁS
Goiânia
Instituto de Neurologia de Goiânia
Hospital Lúcio Rebelo
Hospital Encore
Hospital de Urgências Gov. Otavio Lage de Siqueira – HUGOL
Hospital Santa Helena

Aparecida de Goiânia
Hospital Neurológico Santa Mônica

Anápolis
Ânima Centro Hospitalar

MARANHÃO
São Luís
Hospital São Domingos
Udi Hospital

MATO GROSSO
Cuiabá
Hospital Municipal São Benedito

MATO GROSSO DO SUL
Campo Grande
Hospital do Coração – Clinica Campo Grande
Hospital Regional de Mato Grosso do Sul
Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian – UFMS

MINAS GERAIS
Belo Horizonte
Hospital Universitário Risoleta Neves/UFMG (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Biocor
Hospital Vera Cruz
Hospital Odilon Behrens (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Mater Dei Contorno
Hospital Madre Teresa
Hospital São Lucas de Belo Horizonte
Hospital Lifecenter
Hospital Metropolitano Doutor Celio de Castro HMDCC

Montes Claros
Irmandade Nossa Senhora das Mercês Santa Casa de Montes Claros

Uberaba
Hospital de Clinicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Uberlândia
Hospital de Clinicas de Uberlândia

Contagem
Hospital Santa Rita MG

Pouso Alegre
Hospital Renascentista

Poços de Caldas
Hospital, Maternidade e Pronto Socorro Santa Lucia LTDA
Hospital Santa Lúcia

Juiz de Fora
Hospital das Clínicas de Juiz de Fora (Hospital Monte Sinai)

Governador Valadares
Hospital Municipal de Governador Valadares

PARÁ
Belém
Hospital de Aeronautica de Belém
Hospital Pronto Socorro Municipal Mario Pinotti

Paragominas
Hospital Regional Público do Leste do Pará

PARANÁ
Curitiba 
Hospital das Clínicas de Curitiba (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Vita Batel
Hospital Santa Cruz
Instituto de Neurologia de Curitiba
Hospital Marcelino Champagnat
Hospital Vita Curitiba
Hospital Universitário Evangélico Mackenzie

Campo Largo
Hospital Nossa Senhora do Rocio

Londrina
Hospital Universitário
Irmandade Santa Casa de Londrina
Hospital Evangélico de Londrina
Hospital do Coração de Londrina

Maringá
Hospital Paraná

São José dos Pinhais
Hospital e Maternidade São José dos Pinhais

PERNAMBUCO
Recife
Hospital Pelópidas Silveira
Hospital da Restauração (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Memorial São José

PIAUÍ
Teresina
Hospital São Marcos

RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro
Hospital Souza Aguiar
Hospital Quinta D”Or
Hospital Copa D”Or
Hospital Barra D”Or
Hospital Miguel Couto
Hospital Pró Cardíaco
Casa de Saúde São José
Clube Vida de Saúde – Nova Iguaçu
Cube Vida de Saúde – Unidade Tijuca
Hospital Casa de Portugal
Hospital Casa Evangélico
Hospital Casa Egas Moniz
Hospital Casa Prontocor
Hospital Pasteur
Americas Medical City (AMC)
Hospital Unimed Rio
Hospital Oeste D’Or
Hospital Copa Star

Itaperuna
Hospital São José do Avaí

Volta Redonda
Hospital VITA Volta Redonda
Hospital Unimed Volta Redonda

Duque de Caxias
Hospital Caxias D’or
Hospital de Clínicas Mário Lioni

RIO GRANDE DO NORTE
Natal
Hospital Pronto Socorro Walfredo Gurgel

RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Moinhos de Vento
Hospital Mãe de Deus
Hospital São Lucas da PUCRS (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Santa Casa Porto Alegre (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Nossa Senhora da Conceição (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Cristo Redentor (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Divina Providência
Hospital Restinga e Extremo Sul

Canoas
Hospital de Pronto Socorro de Canoas (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Nossa Senhora das Graças Canoas (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Gravataí
Hospital Dom João Becker (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Novo Hamburgo
Hospital Geral de Novo Hamburgo (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Sapucaia do Sul
Fundação Hospitalar Municipal Getúlio Vargas (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

São Leopoldo
Hospital Centenário (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Torres
Hospital Nossa Senhora dos Navegantes (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo II)

Capão da Canoa
Hospital Santa Luzia (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Tramandaí
Hospital Tramandaí (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Viamão
Instituto de Cardiologia (Hospital de Viamão) (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Gramado
Hospital Arcanjo São Miguel

Lajeado
Hospital Bruno Born

Caxias do Sul
Hospital Pompeia
Hospital Unimed Caxias do Sul

Santo Ângelo
Hospital Santo Ângelo

Passo Fundo
Hospital São Vicente de Paulo
Hospital da Cidade de Passo Fundo (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Três Passos
Hospital de Caridade Três Passos (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Montenegro
Hospital Montenegro

Pelotas
Hospital Santa Casa de Pelotas

RONDÔNIA
Porto Velho
Hospital Estadual e Pronto Socorro Joao Paulo II

SANTA CATARINA
Joinville
Hospital São José/Univille (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital da UNIMED Joinville
Hospital Dona Helena
Florianópolis (Capital)
Hospital Governador Celso Ramos

Jaraguá do Sul
Maternidade São José (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Blumenau
Hospital Santa Isabel

Lages
Hospital Nossa Senhora dos Prazeres

SÃO PAULO
São Paulo
Hospital das Clínicas de São Paulo (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Santa Casa de São Paulo
Hospital São Paulo
Hospital Municipal Prof. Dr Alipio Correa Netto (Ermelino Mattarazzo)
Hospital M”Boi Mirim
Hospital dos Servidores Estaduais (IAMSPE)
Hospital Israelita Albert Einstein
Hospital Santa Marcelina Itaquera (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Hospital Municipal Dr Arthur Ribeiro de Saboya
Hospital do Campo Limpo
Hospital Ipiranga
Hospital SEPACO
Hospital Santa Paula
Hospital Paulistano
Casa de Saúde Santa Marcelina
Hospital Salvalus
Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Hospital das Clinicas – FMUSP
Hospital Cruz Azul de São Paulo
Hospital Santa Isabel
Hospital Alvorada – Moema
Hospital TotalCor
Hospital Vitoria – Analia Franco
Hospital Metropolitano Lapa
Hospital das clinicas de Caieiras
São Camilo Pompeia
Hospital Santa Catarina

Ribeirão Preto
Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto
Hospital São Lucas
Hospital Unimed de Ribeirão Preto

Campinas
Hospital das Clínicas de Campinas
Hospital e Maternidade Dr. Celso Pierro – PUC
Hospital Ouro verde (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)
Galileo
Vera Cruz
Centro Médico
Madre Theodora

Santa Bárbara
Santa Casa de Misericórdia de Santa Bárbara (habilitado pelo Ministério da Saúde – Hospital tipo III)

Botucatu
Hospital das Clínicas – UNESP Botucatu

Limeira
Unimed Limeira

Matão
Santa Casa de Matão

Araras
Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Araras

Fernandópolis
Santa Casa Misericórdia Fernandópolis

São José do Rio Preto
Hospital de Base
Valinhos
Hospital e Maternidade Galileo

São Carlos
Santa casa de São Carlos

Piracicaba
Santa Casa de Piracicaba

Santos
Santa Casa de Santos
Casa de Saúde de Santos
Beneficência Portuguesa de Santos

Guarulhos
Hospital Municipal Pimentas Bomsucesso
Hospital Carlos Chagas

Bauru
Hospital de Base de Bauru
Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru

Mogi das Cruzes
Hospital Ipiranga Mogi
São Bernardo do Campo
Hospital e Pronto Socorro Central de SBC

Marília
Hospital das Clínicas de Marília
Santa Casa de Misericórdia de Marília

Ituverava
Hospital Santa Casa de Ituverava
Santa Casa de Misericórdia de Marília

Barretos
Santa Casa de Misericórdia de Barretos

Franca
Santa Casa de Misericórdia de Franca

Jaú
Santa Casa de Misericórdia de Jaú

TOCANTINS
Palmas
Hospital Geral de Palmas